The Design Studio
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Varberg, uma pequena cidade na costa oeste da Suécia, é o lar da Vagabond Shoemakers. Para além de acolher um escritório e um armazém, o espaço inclui um estúdio de design e um atelier. Tivemos acesso a uma visita exclusiva ao estúdio, acompanhados pela Diretora Criativa, Maria Billson Olander.
Varberg, uma pequena cidade na costa oeste da Suécia, é o lar da Vagabond Shoemakers. Para além de acolher um escritório e um armazém, o espaço inclui um estúdio de design e um atelier. Tivemos acesso a uma visita exclusiva ao estúdio, acompanhados pela Diretora Criativa, Maria Billson Olander.

Costumamos dizer que tudo começa no nosso estúdio de design. É aqui que as coleções ganham forma, através da colaboração entre os designers e os técnicos. O estúdio funciona como um espaço de experimentação criativa, onde nenhuma ideia é demasiado pequena ou demasiado ambiciosa, o que importa é que se mantenha fiel à nossa filosofia: criar peças que perdurem no tempo, tanto em estilo como em qualidade.
Ao contrário do processo comum na indústria, em que os designers enviam esboços para fornecedores externos, aguardam protótipos e ajustam os modelos através de trocas sucessivas, o nosso atelier faz tudo internamente. “Criamos todos os protótipos aqui, desde a forma até o modelo final”, partilha Maria.

“O nosso know-how interno, a técnica artesanal e o atelier permitem-nos ajustar, testar e aperfeiçoar o produto sem que este tenha de sair das nossas instalações.”
“O nosso know-how interno, a técnica artesanal e o atelier permitem-nos ajustar, testar e aperfeiçoar o produto sem que este tenha de sair das nossas instalações."
Rodeado por rolos de pele, tecidos e componentes metálicos, o espaço é absolutamente inspirador. No entanto, a verdadeira inspiração não está nos materiais, mas sim nos momentos. Nas pessoas, no quotidiano e no ritmo do agora. Maria sublinha que o arquivo da Vagabond também desempenha um papel fundamental: “Modelos, detalhes e artigos do passado são uma fonte contínua de inspiração. Não são apenas ecos do passado; ajudam-nos a manter o alinhamento com o nosso ADN de design".


O desafio não está em criar, mas em selecionar. Para um estilo fazer parte da coleção, há uma regra essencial: ele tem de ser versátil e adequado a diferentes ocasiões. Em um tempo de mudanças constantes, as tendências influenciam as coleções, mas são encaradas mais como uma inspiração do que como uma necessidade.
“Tentamos equilibrar as tendências com o nosso ADN; não seguimos as tendências, inspiramo-nos nelas.”
“Tentamos equilibrar as tendências com o nosso ADN; não seguimos as tendências, inspiramo-nos nelas.”

A equipa de design seleciona as tendências que acredita terem continuidade, analisa-as e extrai aquilo que faz sentido.
São necessárias cerca de 10 pessoas para criar um protótipo, envolvendo todas as etapas, do design à construção. Cada um contribui com competências específicas, tornando-se essencial para o processo. Com uma forma e uma sola, um sapato pode ser finalizado em apenas duas horas — quase como numa linha de produção fluida, onde a técnica artesanal é fundamental.


Cada estação proporciona novas perspectivas, mas alguma escolhas deixam uma marca a longo prazo. Para terminar, pedimos para Maria que refletisse sobre uma decisão de design da qual se orgulha.
“De um modo geral, diria que os riscos criativos compensam. Por exemplo, quando tivemos uma intuição em relação a um design ou silhueta inesperados, lançamos uma edição limitada que se esgotou rapidamente. Foi o que aconteceu quando lançámos pela primeira vez a nossa coleção Atelier.”
“De um modo geral, diria que os riscos criativos compensam. Por exemplo, quando tivemos uma intuição em relação a um design ou silhueta inesperados, lançamos uma edição limitada que se esgotou rapidamente. Foi o que aconteceu quando lançámos pela primeira vez a nossa coleção Atelier.”
Gostaria de ler mais sobre a nossa técnica artesanal? Explora The Craft.
12.06.2025